RIO e MANÁGUA — A estudante brasileira de Medicina Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, foi morta a tiros na noite de segunda-feira em Manágua, na Nicarágua, confirmou o Itamaraty. O país vive uma onda de violência desencadeada pela repressão do governo do presidente Daniel Ortega, que tenta sufocar protestos que desde abril exigem sua saída do poder. Ela foi morta quando deixou o plantão no Hospital da Polícia Carlos Roberto Huembes e voltava para casa, em um bairro próximo à Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (Unan), local que virou alvo das forças de repressão e onde ocorreram choques entre manifestantes e forças policiais e paramilitares leais ao governo.
Raynéia, pernambucana que estudava na Universidade Americana de Manágua (UAM) desde 2013, teve seu carro foi metralhado na área residencial de Lomas de Monserrat, supostamente, segundo testemunhas citadas pela imprensa local e colegas da estudante, por um grupo paramilitar. A Polícia Nacional nicaraguense divulgou uma nota em que afirma que o disparo partiu de seguranças privados, "em circunstâncias ainda não determinadas", e que vai investigar o caso.
Depois de ser baleada, por volta das 22h50 no horário local, a estudante foi encaminhada ao o Hospital Militar Alejandro Dávila em estado crítico, com perfurações no fígado e no coração. Ela não resistiu a uma parada cardíaca durante uma intervenção cirúrgica e morreu.
Fonte Foto O Globo
Blog da ACBG

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